segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Paladino, Passa Sete





Fazer novas amizades. Foi com este objetivo que três amigos tiveram a idéia de formar um time de futebol para oportunizar momentos de lazer aos praticantes e seus familiares. É assim que, em 1975, começa a trajetória da Sociedade Esportiva Paladino, na localidade de Vila Passa Sete. O policial militar aposentado Derli Silveira, hoje com 52 anos, foi um dos fundadores da agremiação. Ele conta que a idéia da nova equipe surgiu depois que ele e o amigo, Heitor Cândido, se desligarem da equipe de futebol Ferro Frio, do Passa Sete, por discordarem de algumas idéias de outros membros daquela equipe. “Saímos do Ferro Frio e como gostávamos do futebol, resolvemos criar este time”, conta. Heitor, Derli e Valdir Polly então fundaram o novo time, que passou a se chamar Sociedade Esportiva Paladino. Com a equipe formada, Derli relata que o nome Paladino surgiu através de uma sugestão de Heitor, que teria visto o nome do jornal Paladino Serrano, de Sobradinho, (a atual Gazeta da Serra). O campo da equipe ficava na propriedade de Adão Polly, na localidade de Passa Sete, próximo à bomba adutora da Corsan. Já as cores foram definidas em preto e branco, com as camisetas listradas, em homenagem ao Atlético Mineiro, que em 1971 havia conquistado o primeiro campeonato brasileiro da história.
AMISTOSOS – O Paladino contou com os seguintes jogadores: Ernani Gass, Telmo Grehs, Mauro Polly, Toninho, Valério Ritzel (Manico), Gilvan Moura, Roni Beskow, Dagoberto, Lauri, Derli Silveira, Valmor Ritzel, Valteron Flôres, Aurildo Kasburg, Dóia, Ênio Rohde, Décio Pereira, entre outros. Heitor Cândido era o técnico da equipe. O lateral direito do time na época, o empresário Gilvan Moura, hoje com 52 anos, lembra que o Paladino foi a primeira equipe que solicitou o serviço de transporte da empresa Moura, que na época começava suas atividades em Candelária. “Quando jogávamos fora, o ônibus estava sempre lotado, pois a mulheres e namoradas sempre acompanhavam os jogadores. Naquela época, fazer futebol era o lazer do fim de semana para muitas famílias”, diz. O Paladino disputava somente amistosos, enfrentando equipes como o Primavera (Linha Alta), Baier (Linha do Rio), Bom Sucesso (Alto Passa Sete), Ouro Fino (Alto da Légua), Tiradentes (Costa do Rio), Coqueirinho e Flor da Serra (Picada Karnopp), Cerâmica (Linha Bernardino), Sempre Amigos e Gama (Linha Brasil), Sarrazani (Faxinal dos Porto), Nacional (Capão Claro), São João (Picada Escura) entre outros. O cabeleireiro Mauro Polly, atualmente com 46 anos, conta que para a disputa dos amistosos, a equipe do Paladino pagava uma caução, chamada de garantia, para a equipe visitante no dia do jogo em sua praça de esportes. Quando o Paladino fosse retribuir a visita para a referida equipe, o dinheiro era devolvido. “Era uma prática comum da época e todas as equipes sempre respeitavam”, diz. Silveira e Polly falam de um amistoso que a equipe realizava no Passa Sete contra uma agremiação de Santa Cruz do Sul. Segundo Polly, fazia muito calor e como o rio ficava situado próximo ao campo, após a partida dos reservas, os jogadores do quadro B da equipe de Santa Cruz foram se banhar no rio. Um dos atletas da equipe caiu num poço fundo e morreu no local, vítima de afogamento. “ Na época, o rio Pardo era diferente, tinha mais profundidade e infelizmente acabou acontecendo aquela fatalidade”, conta Derli.
AMOR À CAMISA - Derli Silveira também recorda de um poste de telefonia colocado próximo ao campo da equipe do Passa Sete. “O pessoal não ia para o lado do poste com medo dos fios da rede elétrica”. Alguns anos depois, a empresa de telefonia da época mudou o local do poste. A equipe do Paladino não chegou a disputar os campeonatos municipais. “O campeonato tinha muitos gastos e equipes como Tabacos e Olarias sempre chegavam nas cabeças. Decidimos jogar apenas os amistosos para se divertir e dar risada”, conta.
A equipe do Passa Sete durou aproximadamente 10 anos, terminando em 1985. Sobre a equipe, Polly relata que o futebol era a principal opção de lazer da época. “Naquele tempo, o futebol era o que unia a gurizada. Hoje vejo que os jovens se acomodaram. Eles preferem ir a uma festa e não querem ter compromisso com o futebol”, avalia. Gilvan Moura frisa que hoje não existe mais aquele amor à camisa como antigamente. “Naquela época nós pagávamos para jogar, às vezes saíamos pela manhã e caminhávamos a pé pelos matos para chegar aos jogos. Hoje, se tu não buscar em casa e pagar algum valor, tu não consegue ter 11 para colocar em campo”, diz.
Derli lembra com saudosismo dos momentos de alegria vividos na época do Paladino. “O time me proporcionou fazer muitas amizades que mantenho até hoje. Era muito bonito de ver a confraternização que existia entre os times, pela maneira que as pessoas faziam o futebol. Um tempo bom que deixa saudades”, finaliza.
O time
O time do Paladino que ilustra a foto principal é formado por Heitor Cândido, Valteron Flores, Telmo Grehs, Roni Beskow, Gilvan Moura, Manico e Toninho. Agachados: Dagoberto, Derli da Silveira, Ernane Gass, Mauro Polly e Larri.

América, Linha Boa Vista





Anos 60. Uma pequena equipe de futebol, do subúrbio do Rio de Janeiro, já fazia sucesso no futebol carioca. O nome da equipe, América Footbal Club, time fundado em 1904, e que teve o seu auge nos primeiros anos conquistando seis títulos cariocas. Em 1960, enfrentando equipes badaladas como Botafogo, Flamengo, Vasco e Fluminense, o América conquista o sétimo título estadual e passa a ser conhecido nacionalmente pelo feito. Em 1972, surgia na localidade conhecida por Trincheira, hoje Linha Boa Vista, em Candelária, um time de futebol chamado América Futebol Clube.
Quem conta a história da equipe é o agricultor aposentado Lotário Doebber. Hoje, aos 62 anos, ele diz que entrou para o futebol quando servia o quartel em 1965. No ano seguinte, já morando na Linha Bernardino, junto com Reneu Kochenborger fundou o Esporte Clube Alambique, que anos depois viria a se chamar Esporte Clube Ouro Verde. Por quatro anos, o agricultor morou na Bernardino, e em 1971 mudou para a Boa Vista. Na localidade, em parceria com Cláudio Roberto Kochenborger, fundou, já no ano seguinte, o América Futebol Clube. Doebber conta que o time surgiu em função das partidas que eram realizadas aos domingos à tarde na propriedade de Hildo Rodrigues de Oliveira. “Nós convidávamos os internos do Lepage para jogar aos domingos aqui. Algum tempo depois, os jovens começaram a vir em maior número e então decidimos formar o time”, diz. Sobre o nome da agremiação, revela que o América foi escolhido por não ter nenhuma equipe na cidade com a denominação, além de ser uma forma de homenagear a equipe do Rio, que na época era muito famosa. As cores do time foram definidas como azul e branco. Nos primeiros tempos, o América disputou amistosos contra equipes tradicionais como Botucaraí, Tabacos, Ouro Verde, entre outros.
MUNICIPAL – Em 1973, a equipe da Linha Boa Vista disputou o primeiro campeonato municipal. Lotário recorda de uma cena no intervalo da partida contra o Tabacos, que era o grande time da época. “O jogo estava 0x0 e no intervalo, o presidente do Tabacos, Alfredo Rutsatz, mais conhecido por Bubi, chamou a atenção dos jogadores de uma maneira fora do normal. No segundo tempo, eles entraram com um outro ritmo e nos venceram por 3x1”, diz. Como eram jogos em turno e returno no sistema todos contra todos, na partida de volta, disputada no Passa Sete, o Tabacos goleou por 7x0. A equipe participou do certame nos anos de 73 até 77, sempre chegando entre os cinco primeiros na classificação geral. “Não tinha para bater Tabacos e Olarias. Eram as grandes forças do nosso futebol da época”, resume.
CLÁSSICOS – O fundador também lembra das partidas contra o União, tradicional adversário da equipe na localidade. Segundo Lotário, foram em torno de 10 partidas disputadas, com o retrospecto equilibrado entre as equipes. “Quando jogávamos em casa, ganhávamos deles. Mas quando disputávamos no campo do União, eles sempre levavam a melhor no confronto,” salientou. Ele cita os atacantes Fernando e Nestor Ellwanger, o “Rim”, como os que mais se destacavam na equipe. “Eles eram rápidos e dribladores. Davam muito trabalho para os zagueiros”. Outro que se sobressaía era o conhecido Delegado Morais. “Ele era a autoridade dentro de campo, tinha muita vontade e comandava a equipe”, conta. No início dos anos 80, a equipe se dizimou por problemas que envolviam a utilização do campo e a saída de jogadores para outras equipes. Pouco tempo depois, em 1981, Cláudio Kochenborger faleceu num acidente de trânsito. Ao analisar o esporte atual, Lotário observa que sem dinheiro, não se faz futebol em Candelária. “Naquela época, se o juiz apitava o final, nós perguntávamos, já acabou? De tanto que gostávamos de jogar. Hoje, os jogadores não vêem a hora de o juiz encerrar o jogo para eles receberem o dinheiro prometido pela equipe. Infelizmente não existe mais amor à camisa”, finaliza. O time do América contou com os seguintes jogadores: Lauro Fritz, Valmor Bredow, Valter Auler (Zanata), Paulo Ubiraci Machado, Edigar, Décio Pereira, Lotário Doebber, Delegado Morais, Dirceu da Rosa Gomes, Flávio Jentzen, Fernando Levis, Nestor Ellwanger (Rim), Paulo Almeida, Beto Almeida, Roni Braga, Paulo Bolacha, entre outros.
O time do América formado em 1974
Lotário Doebber, Lauro Fritz, Valmor Bredow, Edgar, Valter Auler (Zanata), Décio Pereira e Delegado Morais. Agachados: Dirceu da Rosa Gomes, Roni Braga, Fernando Levis, Flávio Jentzen, Luis Fernando Gonçalves e Nestor Ellwanger (Rim).

Canarinho, Linha Facão







Anos 70. Época da crise do petróleo que levou os Estados Unidos à recessão enquanto a economia de países como o Japão começava a crescer. Neste período também surgia o movimento da defesa do meio-ambiente. Muitos a consideram a “era do individualismo”, pois foi quando eclodiram os movimentos musicais do Rock and Roll, das discotecas e também do experimentalismo na música erudita. No futebol, a seleção brasileira conquistava em o tri-campeonato mundial na Copa do Mundo disputada no México, após vencer a Itália por 4x1. A conquista da seleção incentivou um grupo de amigos que morava na localidade de Linha Facão a formar, na época, a equipe de futebol do Canarinho.
Segundo o aposentado Leonildo Knies, ele, juntamente com os amigos Erwino Pagel, Lauro Pagel, Bertoldo Behling, Enio Schoreder, Ernani Behling, Armindo Zuze, Rudi Kohl, Verno Gelsdorf entre outros, decidiu formar um time de futebol em Linha Facão. O campo da equipe ficava na propriedade de Erwino Pagel. Knies conta que nos primeiros anos, a equipe disputava apenas amistosos contra times da região e da cidade, não chegando a competir nos primeiros municipais da época. “Me lembro que enfrentavamos o Olarias, Canarinho da Rebentona, Brasil, Vitória e Faxinal, entre outros times que já existiam e eram tradicionais", conta. Sobre o nome do time, ele diz que surgiu devido ao apelido de Canarinho que foi dado à seleção brasileira depois de conquistar o título mundial de 70. A primeira fase da agremiação existiu até meados de 1976, quando o time parou com os amistosos em função da situação financeira da época.

DIRETORIA – Em 15 de março de 1984, o time foi reativado, ocasião em que foi eleita, em reunião no Clube Sul, a primeira diretoria do Esporte Clube Canarinho, com Leonildo Knies como presidente. O agricultor Rudi Kohl era o vice-presidente da agremiação na primeira gestão e guarda até hoje em sua casa os registros oficiais da equipe. Após ser reativada, a agremiação amarela, verde e azul disputou seu primeiro campeonato municipal com a seguinte formação: Rui Hintz, Erno Pagel, Elálio Schneider (Lalinho), René Schoreder, Ivo Rodrigues, Luiz Carlos Anchoff, Jorge Henrique Larger (Pingo), Glênio Larger, Marco Kohl, Rui Kohl, Enor Pagel, entre outros. Carlos Larger foi o primeiro treinador do time, que não se classificou para as finais.
Nos anos seguintes, a agremiação da Linha Facão voltou a disputar o certame, chegando nas semifinais em 88, onde foi eliminada pelo Botucaraí. Também chegou perto de disputar a final de 89, quando perdeu o título do segundo turno para o Minuano após decisão no tapetão favorável à agremiação da Vila Fátima. Em 91, teve início o cercamento do campo na propriedade de Rudi Kohl. Knies conta que o time conseguiu adquirir o material através de uma verba disponibilizada pelo deputado federal Paulo Micarone, da renda de uma sessão de cinema do antigo cine Coliseu (atual Supermercado Único) e do auxílio do então secretário de Educação, Itamar Vezentini, que era torcedor da equipe. A prefeitura, comandada na época por Elcy Simões de Oliveira, também ajudou, disponibilizando a mão- de-obra para a construção dos postes.
O cercamento foi concluído em 1992 e inaugurado em jogo festivo contra uma equipe de Canoas.

Os títulos e as finais na década de 90
Mudou a década e o Canarinho passou a figurar entre os grandes times no cenário futebolístico de Candelária. A equipe de Linha Facão chegou ao ápice com o título municipal conquistado em 1991, após vencer duas decisões históricas nos pênaltis contra o Minuano nas semifinais e contra o Unidos da Vila Ewaldo Prass na final. O comerciante Marco Kohl, hoje com 41 anos, lembra das duas partidas. Na semifinal o Canarinho havia perdido o primeiro jogo para o Minuano por 4x0 e precisava vencer para levar a decisão para a prorrogação. “Eles tinham o Rogério Cabeça, de Santa Cruz, que jogava muita bola e fazia a diferença. O Ênio Flores (treinador do Canarinho) colocou o Dilamar Rusch no segundo jogo apenas para marcá-lo. O Dilamar marcou e jogou demais, anulando o Rogério na partida”, relembra Kohl, que marcou dois gols na vitória do Canarinho por 4x1 na segunda partida. Vilson anotou os outros dois gols. Na prorrogação, empate em 0x0 e nos pênaltis vitória do Canarinho por 3x2.

FINAL – Na outra semifinal, a equipe do Unidos, do bairro Ewaldo Prass, derrotou o Canarinho, da Rebentona, nas duas partidas. Por ser uma base da famosa equipe do São Jorge, o time era o grande favorito ao título. No primeiro jogo da final, vitória do Unidos por 4x1. “Pelo que nós já havíamos feito na semifinal, acreditávamos na conquista do título”, conta Kohl. No segundo jogo, com mais de duas mil pessoas no Estádio Darcy Martin, o Canarinho contava com o desfalque do zagueiro Rene Kohl, que estava suspenso. A equipe da Linha Facão venceu no tempo normal por 2x1, gols de Marco Kohl (2). Na prorrogação, ambas empataram em 1x1, gol de Clóvis para o Canarinho e Gilmar Pavin, para o Unidos. Nos pênaltis brilhou a estrela do goleiro Chico Preto, que garantiu o primeiro e único título municipal ao Canarinho com a vitória por 4x3 sobre o Unidos. “Sem dúvidas foi um dos títulos mais marcantes, pela raça daquela equipe. Foram partidas inesquecíveis ”, finaliza Kohl. O time campeão em 91 era formado por Chico Preto, Roni Gewehr, Gerson Tesche, Rene Kohl e Enor Pagel. Alex, Poio e Hermes. Marco Kohl, Clóvis e Vilson. Jogaram ainda Leomar Karnopp, Arselmo Wolf, Dário Hübner, Milton Menezes, Paulo Sanmartin e Dilamar Rusch. Ténico Ênio Flores.

SETE JOGADORES – Nos anos de 91 e 92, o Canarinho foi finalista dos dois primeiros Campeonatos Intermunicipais entre Candelária e Cerro Branco, perdendo as finais para o Estrela, de Linha Pfeifer. Em 93, a equipe do Facão conquistou o torneio-início do Intermunicipal, disputado no campo do Estrela. Neste mesmo ano, a agremiação da Linha Facão disputou as semifinais do municipal de campo, novamente com o Minuano. Rudi Kohl lembra de uma briga generalizada entre as duas equipes, onde a arbitragem expulsou três atletas de cada time. Como faltava mais de 20 minutos para o término, a arbitragem decidiu encerrar o jogo por falta de segurança. No meio da semana, o CMD decidiu realizar os 20 minutos restantes no domingo seguinte, apenas com os jogadores inscritos no confronto. “Foi o jogo que mais público teve aqui devido ao fato das duas equipes possuírem sete jogadores e pelo clássico que era Canarinho x Minuano”, conta. O Minuano venceu por 1x0, gol de Luiz Skolaude, se classificando para a final. Em 94, o Canarinho conquistou a Copa Antártica derrotando o Ouro Preto, do Pinheiro. Com a paralisação do municipal de campo em 94, a equipe da Linha Facão parou com o futebol, não retornando nos certames realizados a partir de 98. Em 2004, a diretoria decidiu encerrar as atividades, passando os seus bens para a Igreja Evangélica Luterana Cristo, de Linha Facão. Todos os troféus conquistados pela equipe estão no pavilhão da comunidade. Apenas o campo ainda pertence a Rudi Kohl e é utilizado pela equipe adulta do Atlético nos municipais de 2006 e 2007.
Sobre o futuro, Rudi Kohl e Leonildo Knies não planejam reativar a equipe. Ambos possuem a opinião de que a situação financeira atual e a falta de jovens na localidade inviabilizam a volta da agremiação. “Na época, tínhamos 70% da base formada por jogadores da casa. Atualmente, se fazer futebol está caro e os jovens daqui tem outras atividades”, diz Rudi. “Na época havia amor a camisa, ao time. Tínhamos uma torcida fervorosa na localidade que vibrava com a equipe. Hoje, infelizmente o dinheiro tomou conta do nosso futebol”, finaliza Knies, O time campeão municipal em 1991: Leonildo Knies, Rudi Kohl, Leomar Karnopp, Enor Pagel, Francisco Cunha (Chico Preto), Gerson Tesche, Dário Hübner, Roni Gewehr, Alberto Spengler (Poio), Arselmo Wolf, Erno Pagel e Enio Flores. Agachados: Vilson Quoss (Porquinho), Milton Menezes, Marco Kohl, Clóvis Morsch, Paulo Sanmartin, Alex, Hermes da Rosa e Dilamar Rusch.

Dragões, Cidade





Após a primeira experiência com o Encruzilhada, do Faxinal dos Porto, Ilo Machado ficou aproximadamente 10 anos sem se envolver diretamente com o futebol. Em meados de 1976, o comerciante morava na rua Botucaraí, nas proximidades da Rádio Princesa. Com o incentivo do vizinho Jeroni Wernz, Ilo resolveu fundar a equipe do Esporte Clube Dragões. “Fizemos o time com o objetivo de disputar o municipal de campo daquele ano”, conta. A equipe, comandada por Machado, possuía as cores amarelo e preto e realizava os seus jogos no antigo Estádio dos Eucaliptos, hoje Estádio Darcy Martin. Para disputar o municipal de 76, o time foi formado com Jarbas Braga, Valinho, Paulo Ubiraci Machado, Pedro Urcão e Mauro Trindade (falecido). Jeroni Wernz, Vanderlei Ribeiro, Waldemar Schwantz (Maia) e Pingo do Couto, José Luiz Gomes e Valdir Schwantz (Tiza), entre outros. Ilo era o treinador e presidente da equipe.
CAMPANHA – Na fase classificatória, o Dragões enfrentou equipes tradicionais como Olarias, Gaúcho (Linha Travessão), Minuano, Renascença, Pedras Brancas, Aliança e Ouro Verde. A equipe da cidade chegou até as semifinais, quando foi eliminada nos pênaltis para o Botucaraí em partida realizada na Vila Botucaraí. “Infelizmente a arbitragem da época gerava muitas polêmicas. Naquele jogo nós tivemos dois gols legais que foram anulados de maneira equivocada”, conta. Após a disputa daquele municipal, Ilo conta que o time passou a competir somente amistosos, não disputando os demais campeonatos municipais existentes nos anos seguintes. A equipe do Dragões existiu até meados de 1979, quando Ilo acabou novamente não se envolvendo com o futebol. O desportista voltou às competições com o Dragões em 2008, quando a equipe de futebol sete disputou o Campeonato Intervilas, sagrando-se campeão nas categorias veteranos, reservas e titulares, feito inédito que jamais nenhuma equipe local havia alcançado no cenário esportivo candelariense.
FUTURO – Ilo, que é um apaixonado pelo futebol, sonha em construir no futuro um ginásio e um campo de futebol onze em uma área próxima à cidade, com o objetivo de resgatar a equipe do Dragões. Ao comparar o futebol atual com o que era disputado antigamente, Ilo observa que muitas coisas mudaram, principalmente em relação ao comportamento dos jogadores. “Naquela época se jogava por amor a camisa, ao clube. Hoje a gurizada só pensa em ganhar dinheiro com o futebol. Acho isso errado, pois o nosso futebol é muito amador ainda. Ninguém aqui é profissional”, finalizou.

Encruzilhada, Faxinal dos Porto




Um adolescente movido por uma paixão. Assim começa a história da equipe que deu origem ao futebol na localidade de Faxinal dos Porto, na região do Botucaraí. 1958. Com 14 anos, o jovem Ilo Machado, com a ajuda do tio, Adão Rodrigues Correa (já falecido), funda na localidade a equipe do Esporte Clube Encruzilhada. Hoje com 64 anos, o comerciante, residente na rua Roberto Kochenborger, bairro Princesa, em Candelária, relembra com saudosismo da equipe do Faxinal dos Porto. “Colocamos esse nome no time pelo fato de o campo ficar próximo à encruzilhada que existe até hoje na localidade”, lembra. Sobre o time, Machado se recorda que a equipe surgiu com o objetivo de oportunizar momentos de lazer e entretenimento para as pessoas da localidade através do esporte. A equipe possuía as camisetas brancas com a gola vermelha e o primeiro time, segundo ele, foi formado com os seguintes atletas: Ilo Machado, Naurides, Alcemar Rodrigues, Ivo Machado, Nivo Machado, Evaldo Correa, Omar Rodrigues, Vitorino Bairros, Pedrinho, Nelson, Ildo Machado, entre outros. Ilo era quem escalava a equipe. “Eu era o goleiro e dava os meus pitacos como treinador”, diz. Na época, a equipe disputava somente amistosos e torneios pela região, enfrentando adversários como o Gaúcho (Linha Palmeira), Picada Escura e Botucaraí. “Os jogos com o Botucaraí eram muito difíceis, era o clássico da época, tamanha a rivalidade entre as duas equipes”, conta.
PÊNALTIS – O fundador do Encruzilhada lembra de um campeonato que foi disputado entre os times da região. Nesta competição, Ilo defendeu as cores do Picada Escura. “Na final, disputamos o título com o Gaúcho da Palmeira. Era a primeira vez que eu jogava para o Picada Escura. Vencemos aquela final nos pênaltis e eu defendi as cinco cobranças realizadas pelo Gaúcho. Sai como herói daquela final”, conta. Ilo Machado salientou que a equipe existiu na localidade até meados de 1966. O time terminou depois que ele e o seu tio sairam da localidade para vir morar na cidade.
Alguns anos depois, o agricultor Sadi Porto (já falecido) deu seqüência com o futebol na localidade ao fundar o Esporte Clube Sarrazani. “Naquela época, jogávamos por amor a camisa, por amor a localidade, o futebol tinha uma outra visão”, conclui.

Sarrazani, Faxinal dos Porto





1974. Um ano que ficou marcado pela tragédia do edifício Joelma, em São Paulo, onde um incêndio de grandes proporções causou a morte de 179 pessoas e deixou mais de 300 feridos. Nos EUA, o presidente Nixon renúncia ao cargo após o escândalo watergate. No Brasil, o general Ernesto Geisel assume a presidência na época da ditadura militar. No esporte, Emerson Fittipaldi se torna o primeiro brasileiro bicampeão do mundo na fórmula um e a Alemanha conquista pela segunda vez a copa do mundo após vencer a Holanda na decisão. O Brasil finalizou na terceira colocação. Alheio a todos estes fatos que ocorriam na época, surgia no dia 24 de março de 1974 na localidade de Faxinal dos Porto, o Esporte Clube Sarrazani.
Segundo o agricultor Décio Vilmar Porto, hoje com 46 anos, o seu pai, Sadi Porto (já falecido), foi um dos grandes incentivadores da equipe. Décio se recorda que a equipe do Sarrazani surgiu devido ao término do Minuano, da Sesmaria do Cerro, como forma de se seguir com o futebol na região. Com o fim da equipe vizinha, Sadi Porto ajudou a organizar a primeira reunião, onde a equipe foi fundada pelos seguintes atletas: Enio Correa, Jairo Gomes, Juarez da Silva, Nivo Gomes, Saul Rodrigues, Caniveti, Noredino Correa, Nilto Gomes, Franscisco Porto, Lauro de Souza, Alarico e Walnei Silva. Flori Adão Rebhein foi escolhido o 1º presidente da agremiação.
Nos primeiros anos, o azul e branco do Faxinal disputava apenas amistosos e torneios pela região. Os principais adversários na época eram o Botafogo (Travessão Schoenfeldt), Botucaraí e São João (Picada Escura). “Íamos para os jogos de reboque puxado por um trator. Era uma festa estas viagens”, se lembra Décio. O campo da equipe ficava localizado na propriedade de Sadi Porto, que na época possuía uma bodega, um engenho de arroz e um salão de baile. “Meu pai gostava disso, de organizar o time, fardamento, marcar os amistosos, de fazer com amor o futebol aqui na localidade” diz Décio.
LEIS – Ao encontrar antigos cadernos do Esporte Clube Sarrazani, Décio se recorda que nas reuniões a diretoria do time definia algumas regras para os jogos, que deveriam ser cumpridas à risca. Uma das interessantes da época diz respeito à equipe principal, que tinha a despesa livre com a passagem de ônibus e alimentação quando disputavam torneios, sendo custeadas pelo time. Outra determinação era relacionar os atletas por escrito nos titulares, segundinho e infantis, os quais tinham o compromisso de defender a agremiação nos amistosos todos os finais de semana durante a gestão daquela determinada diretoria.
JOGO MARCANTE – Entre os amistosos que a equipe realizava Décio recorda de um amistoso entre Sarrazani x São José, de Porto Alegre (clube que atualmente é profissional e disputa o campeonato gaúcho), que foi disputado no Faxinal dos Porto.“Foi montada uma seleção com os melhores jogadores da nossa região. Infelizmente perdemos aquele jogo por 2 x 1”, frisou o agricultor. Em municipais, a equipe do Faxinal disputou uma vez o certame, em meados dos anos 80. A equipe enfrentou as tradicionais equipes do Olarias, Gaúcho (Linha Travessão), Aliança (Arroio Grande), Quilombo entre outras, sendo o Sarrazani eliminado na 1ª fase. Sobre os destaques do time, Décio lembra de Nivo Machado Gomes, um meio-campista que rolava a pelota na maior perfeição. “O Nivo era um jogador de média estatura e possuía as duas pernas tortas, mas sabia jogar como poucos.”, frisou.
FUTURO – O Sarrazani existiu até o início da década de 90, quando Sadi Porto, por problemas de saúde, acabou deixando a equipe. O fundador veio a falecer em maio de 1992. “Ninguém mais quis assumir o time após o falecimento do pai, o que culminou com o término do Sarrazani”, contou. A partir do fim da equipe de futebol onze, surgiram na localidade as equipes de futebol sete do Bragantino, Real e Ajax. Em 2005, o Faxinal, comandado por Décio Porto, chegou até as semifinais do municipal de sete, sendo eliminado pelo Severo, do Pinheiro. Após a equipe do Faxinal no Municipal de Sete, não teve mais futebol na localidade, sendo apenas realizados torneios de futebol, promovidos pelas escolas da região. Sobre uma possível volta do Sarrazani, Décio define que ainda não é o momento. “Naquela época se gostava do futebol, as pessoas vinham de longe para participar dos jogos com a vontade de vestir a camiseta. Hoje, vejo que a gurizada não tem a mesmo interesse que nós tínhamos naquele tempo, pois para se fazer futebol atualmente, precisa ter muita responsabilidade e compromisso”, finaliza.

Na foto principal, a primeira formação do E.C.Sarrazani: Jarbas Braga, Sadi Cunha, Milton Machado, Ivo Machado, Noredino Correa e Alberi Caraveta. Agachados: Wanda, Crioulo, Crespo, Alarico Caraveta e Jorge Brixner

Tabacos, Passa Sete









Início dos anos 60. A cultura do fumo se expandia pelo interior de Candelária, gerando renda e crescimento econômico para o município. Com o avanço da cultura, iniciava as suas atividades no ano de 1964 na localidade de Passa Sete, a Empresa Industrial Tabacos Candelária, sendo esta uma das primeiras empresas fumageiras da terra do Botucaraí. A partir do surgimento da empresa, um ano depois foi fundada na localidade, a equipe de futebol do Esporte Clube Tabacos. A reportagem da Folha conversou com o mecânico aposentado e ex-jogador do Tabacos, Joni Rutsatz, e com os agricultores Arlindo Schünke e Paulo Wolfenbüttel, que relataram as histórias da equipe e os três títulos municipais conquistados pela agremiação.
INÍCIO – Segundo o agricultor Arlindo Schünke, o Tabacos surgiu após a iniciativa do instrutor de fumo Arnoldo Vecmak que incentivou os funcionários que trabalhavam na empresa a praticar o futebol aos finais de semana. “O Arnoldo comprou a bola e as chuteiras e nos incentivou a jogar”, contou Schünke, que trabalhava na empresa. Como a maioria dos integrantes da equipe trabalhava na empresa fumageira, os jogadores escolheram o nome Tabacos, sendo definido o time como Esporte Clube Tabacos. Os primeiros integrantes foram os seguintes: Enio Velker, Licio, Almedo Schünke, Danilo Rodrigues, Aceliro Grehs, Astor Grehs, Arlindo Schünke, Irio Schünke, Joni Rutsatz, Adelo Grehs, Aliro Grehs, Arnoldo Vecmak , Sadi Brinckmann, Roni Schünke, Mandoca, João Back, entre outros. Enio Welker foi o primeiro treinador. Nos anos iniciais, a equipe disputava jogos amistosos no campo ao lado da sede da Cooperativa Passa Sete contra equipes da região como Olarias, Aliança, Flor da Serra, Grêmio Esportivo Salso, Cruzeiro, Gaúcho. Joni Rutsatz se lembra de um fato curioso durante o caminho para a disputa de um amistoso contra o Flor da Serra na Picada Karnopp. “Me lembro que estávamos indo de caminhão para enfrentar o Flor da Serra. No meio do caminho, o caminhão apagou e não subiu mais. Abandonamos e fomos a pé para o jogo. Após uns dois quilômetros de caminhada, chegamos ao local da partida”. O jogador se recorda que após a jornada, a equipe venceu o amistoso, não lembrando o placar. A equipe também disputou vários torneios, obtendo o primeiro lugar na grande maioria das competições. Arlindo diz que a equipe adotou o vermelho e branco como sendo as cores oficiais. O ex-jogador do Tabacos destaca o coletivo da equipe, mas individualmente, a habilidade de Joni Rutsatz com a bola. “Com o Joni era fácil de jogar. Ele fazia bem o pivô na frente e sempre nos deixava na boa para marcar os gols. Jogava muito como centroavante”, destacou.
Na foto principal, a equipe bicampeã municipal em 72: Arlindo Schünke, Theofredo Rutsatz, Gerson Seckler, Lírio Turk (Jundiá), Irio Schünke, André Back, Astor Grehs, Ivanio Porto e Dorval Batista. Agachados: Ireno, Elpidio Goelzer, Joni Rutsatz, Portinho e João Back

Os três título municipais
Em 1970, o CMD organizou o 1º Campeonato Municipal de Futebol de Campo. O vermelho e branco do Passa Sete disputou a competição, enfrentando equipes como o Olarias, Botucaraí, Ouro Verde, Pedras Brancas, São Bento, Minuano e Independência. Na fase classificatória, as equipes jogaram no sistema todos contra todos, se classificando as duas melhores para as finais. Tabacos e Independência foram os finalistas. Após um empate em 0x0 no primeiro jogo, disputado no Bom Retiro, o Tabacos venceu a partida de volta por 1x0, gol de Almedo Schünke. Com a vitória, o Tabacos ergueu pela primeira vez o troféu rotativo, idealizado pela organização. “No primeiro ano, o campeonato era bem equilibrado com grandes times disputando a competição. Na final foram dois jogos bem disputados com o Independência. Qualquer um dos dois poderia ter vencido aquele campeonato, tamanho o equilíbrio entre as equipes”, relembra Rutsatz. O time que venceu o primeiro municipal da história foi formado com Alceliro Grehs, André Back, Almedo Schünke, Astor Grehs e Vilceu. Nenê, Glaor, Rui Goelzer, Alceliro Bohrer, Joni Rutsatz e João Back.
BI - Em 1972, a agremiação do Passa Sete conquistou o bicampeonato municipal após vencer nos pênaltis, a final disputada contra o arqui-rival da localidade, São Bento, na decisão que foi realizada no antigo Estádio dos Eucaliptos, hoje Darcy Martin. “Me lembro que no primeiro jogo, o Astor Grehs veio correndo para cortar o cruzamento do atacante do São Bento. Na corrida, ele escorregou e acabou batendo com o braço na bola. O pessoal do São Bento pediu o pênalti e a arbitragem não marcou”, disse Joni. A equipe bicampeã foi formada com Irio Schünke, Gerson Seckler, Lírio Turk, André Back, Astor Grehs, Ivanio Porto, Ireno, Elpídio Goelzer, Joni Rutsatz, Portinho e João Back. Teofredo Rutsatz foi o técnico e Dorval Batista o presidente do time.
TRI - Em 1974, o Tabacos chegou ao tricampeonato municipal após vencer o Olarias na final por 2x1, em partida final disputada novamente no Estádio dos Eucaliptos. Paulo Wolffenbüttel, hoje com 46 anos, se recorda de um lance decisivo que marcou aquela final. “No final do jogo, o Gerson Seckler salvou um gol em cima da linha, sendo muito comemorado por todos por ter sido o herói da final”. Com a conquista do trimunicipal, o CMD entregou em definitivo para o Tabacos a taça rotativa, que se encontra até hoje na estante de Joni Rutsatz. “Aquele título foi muito comemorado. Bebemos muito chopp naquela taça”, se recorda o ex-centroavante do Tabacos.
FUTURO – Após a conquista dos municipais, a equipe de futebol do Tabacos seguiu por mais um ano, sendo desativada em 76. No final dos anos 70, Paulo Wolfenbüttel, com a colaboração de Valmor Weirich, estruturaram novamente a equipe, que passou a disputar amistosos e torneios. O campo da equipe passou para onde hoje está situada a Escola Estadual de Ensino Fundamental Professor Dinarte, equipe que existiu até o início dos anos 80. Após o término da equipe de onze, o Tabacos passou a ser uma equipe de futebol sete. Em 1998, o time do Passa Sete conquistou o municipal de futebol sete e em 2008, a agremiação venceu o campeonato praiano de futebol de areia. A diretoria atual é composta por Alceri Berle (presidente), Emerson Schünke (secretário) e Osmar Köening (tesoureiro). Paulo Wolfenbüttel conta que já foi presidente da equipe e sonha em vê-la novamente disputando os municipais. “A história que o Tabacos construiu é muito bonita e deve ser valorizada. Meu sonho é ativar uma escolinha e um departamento de veteranos. Junto com os pais dos meninos e com os ex-atletas, gostaria de formar novamente o Tabacos”, salientou. Após defender o vermelho e branco do Passa Sete, Joni Rutsatz obteve o seu quarto título municipal com o Olarias em 84. O mecânico aposentado reside em Santa Cruz do Sul desde 1969 e sempre foi um desportista atuante, conquistando diversas premiações individuais em várias modalidades esportivas. No futebol, Joni jogou campeonatos pela sua empresa, a Philips Morris, e no futebol amador nos municípios de Sinimbu, Venâncio Aires e Santa Cruz do Sul. O jogador também fez parte da equipe do Avenida, que disputou a segundona gaúcha nos anos 80. Em 1987, foi homenageado como exemplo de desportista pela Câmara de Vereadores de Santa Cruz do Sul. “Naquela época se vestia a camisa de verdade, o torcedor ia aos campos e torcia pelo seu time, pois o futebol aos domingos era a sua única diversão. Infelizmente hoje não existe mais aquele fanatismo. Espero que no futuro os jovens do Passa Sete sigam o caminho do futebol para manter viva esta história”.